A banda Matuto Moderno, com este seu terceiro CD Razão da Raça Rústica, está propondo nova viagem interplanetária pelo universo da música raiz. E a nave para o transporte é turbinada pela viola. Ocupe seu lugar e passe pelos planetas folia de reis, moda de viola, recortado, cateretê, caninha verde, congo, cururu, toada, pagode rural e até um inusitado choro/samba de viola. Tudo muito pop, como é a característica fundamental do grupo.
Razão da Raça Rústica é um trabalho profundo, vibrante, em direção à maturidade. Arranjos arrojados, melodias seguras, harmonias elaboradas. As letras corajosas, ao mesmo tempo em que alegres ou irônicas, tratam de assuntos contemporâneos, contam a história do povo real, original e verdadeiro. Os efeitos eletrônicos, mais ousados, estão aplicados com segurança, apropriados como comentários harmônicos, mais conseqüentes esteticamente. Isso confere características exclusivas e transformadoras: uma moda nova no céu da música popular brasileira e internacional. Que não se cansa de sonhar!
É importante saber que a música raiz do Matuto Moderno se refere ao povo que está em busca de sucesso, amor e felicidade. Gente jovem, forte, destemida que honra seus antepassados. Não há mais razão nenhuma pra continuar reclamando da urbanização da vida brasileira, do desespero da paixão traída, com saudade de um passado que apenas na memória era melhor. Não dá pra repetir sempre experiências vividas em décadas passadas. A música tem de ser de hoje, do aqui e agora e do futuro. A realidade é complexa e é nela que é preciso atuar. As mudanças que necessitam serem realizadas não são no sentido de reviver o que já era. A Razão da Raça Rústica propõe mais democracia, mais poder para o povo, melhores condições de vida no planeta, mais exercício de nossa cultura própria, mais apropriação de nossas vantagens. O passado é nossa história e referência. O futuro num país melhor é nossa meta. Ser caipira é se reconhecer como trabalhador vitorioso, audaz e vigoroso. Produtor de uma música plural, vibrante, contemporânea e revolucionária. Livre. Inclusive de preconceitos, conforme preconizado já nos CDs Bojo Elétrico (2000) e Festeiro (2002).
Por isso a banda Matuto Moderno dedica grande parte do seu tempo pesquisando a belíssima cultura popular da região sudeste do Brasil, como pode ser verificado nas faixas "O Apito do Mestre", folia inspirada no congado de Santo Antônio da Alegria e "São Gonçalo protetor, cramunhão trambiqueiro", moda-de-viola muito presente nas cidades paulistas. E também em versos como "na viola pico a mula da tristeza", "não desencano do meu sonho, da minha terra não arredo pé", "minha viola ri desta mágoa, minha viola é minha espada", "um dia, flor tão bela, alguém faz você amar", "mas nem ouro, nem prata, nem bronze arreda o vendaval", "vai, olha no horizonte, segue a estrada se a vida diz que é pra lá", "o povo é bonito e grita "moda boa a gente quer mais", que toda cantoria é uma alegria pra quem vive a lidar".
Não é a toa que violeiros como Pena Branca, Ivan Vilela, Pereira da Viola, Renato Teixeira, Roberto Correa, Braz da Viola, entre tantos outros, já tomaram seus assentos na nave turbinada do Matuto Moderno. Naviola. Boa viagem!
VIOLAS 8º BRASIL INSTUMENTAL - Praça da Matriz - Conservatório Dramático Musical de Tatuí "Dr Carlos Campos"
07 a 17 de fevereiro de 2008 em Tatuí - São Paulo. Festival consagrado pela valorização da música instrumental brasileira vem agora abrir seus palcos a todos que queiram apresentar seus trabalhos.
Nosso violeiros selecionados
Ricardo Vignini
Índio Cachoeira

Frases da mídia sobre o Matuto Moderno
“com sua viola turbinada com distorções, Vignini mostra idéias originais que deixariam o imortal mesmo de Seattle feliz em saber que não há barreiras para sua música. "É um jeito de mostrar como a viola é legal aos músicos de gerações mais jovens" salienta....” Guitar Player Demma K
“Grupo da nova sonoridade a paixão violeira” Donizetti Costa- Diario de São Paulo (04 de junho de 2002)
“Matuto Moderno levantou o público com seu som raíz” Jornal de Mauá (4 de julho de 2003)
“As bandas de música do interior e da capital estão remexendo a cultura popular do sudeste com viola catira, guitarra e instrumentos eletrônicos”. Luciana Araripi (setembro/2003) Agora/SP
“A mistura de Rock com ritmos da Folia de Reis, do Cateretê e do Cururu “Giovana Modê-SP O Pasquim
“A banda Matuto Moderno encerrou o show, levando jovens ao delírio, com uma mescla de rock com música regional caipira. Notícias & Negócios/ Olímpia-SP agosto de 2002
“Gente jovem que respeita, estuda e pratica os gêneros musicais da cultura popular. Mauro Dias O Estado de São Paulo - 28 de junho de 2002
“Em seu trabalho o Matuto Moderno realiza o casamento entre o antigo e o moderno, interpretando ritmos como a catira, o cateretê o pagode de viola, a folia de reis, dentre outros com o peso da guitarra e da bateria. Correio Popular Campinas, Sábado 10 de agosto de 2002.
O Matuto Moderno é uma grata surpresa na cena pop brasileira (revista Shopping Music janeiro de 2001)
A viola chega ao rock sem perder as raízes” Simone Menocchi Estado de São Paulo, 08 de novembro de 2003
“A ousadia deu certo, diversas bandas dispostas a seguir a nova cartilha surgiram pela região sudeste e centro-oeste, numa movimentação que já recebeu muitos rótulos; agroo-mood, rock’n’roça, modas nova ou pós-caipira Matheus Baeta Tribuna do Brasil/DF
"Gratas novidades da música brasileira mostram que viola não serve apenas para tocar catira e que música caipira não se faz somente de viola." Guilherme Lobão Jornal de Brasília 04 de novembro de 2004.