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A Brasil Festeiro Produções é o resultado de boas parcerias. Encontro com pessoas generosas, "sem medo de compartilhar" acrescentou Fernando Deghi, na sua deliciosa casa caipira, fazendo carinho no nariz do Pachá, seu cavalo manga-larga.

Taus Filme Vídeo Produções

Cineasta formado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo em 1975, com especialização em Técnicas de Som e Sonoplastia. Participou de trabalhos curriculares como assistente de produção ("O Fim" de Elie Politi - 1972), diretor de produção ("Hay Fiesta?"de Adilson Ruiz, Salma Buzzar e Júnior Carone - 1973), roteirista, diretor e montador ("Doces e Salgados", juntamente com Alain Fresnot - 1973 e "Bóias Frias" - 1974) e repórter ("O Trem"de Wagner Carvalho e "Alegres Tropeços" de Adilson Ruiz - 1974). Iniciou sua carreira profissional ainda na condição de estudante como técnico de som ("Compositores do Festival Abertura" da Rede Globo de Televisão e "Habitação" da Futura Filmes - 1974 e "Desemprego Rural" da Rede Globo de Televisão - 1975), montador ("Baía de Santos", Raiz Produções - 1974), diretor ("Rio Paraíba" e "Rio Tietê" da Raiz Produções - 1975) e repórter ("Hora da Notícia" programa jornalístico diário da TV Cultura, sob direção de Vladimir Herzog - 1975).

Em 1976 participou como diretor, roteirista e montador do Ciclo Cinema de Rua que, sob a inspiração e orientação de João Batista de Andrade, realizou uma série de filmes curtos em 16mm, p & b, abordando questões relativas às condições de vida dos moradores da periferia da Região Metropolitana de São Paulo: "Restos", "Ambulantes", "Pau para toda Obra", "Buraco da Comadre", "Herança", "Domingo em Construção", "Ônibus" e "Trabalhadores Rurais". O Cinema de Rua ganhou os prêmios Diómedes Gramacho e Especial do Júri na Jornada Brasileira de Curta Metragem e o documentário "Pau para toda Obra" ganhou o prêmio Melhor Filme no Festival do Cinema da Aliança Francesa, dando a seu diretor Reinaldo Volpato uma viagem à França com direito a estágio e apresentações de seus filmes, seguidas de debates, em diversos auditórios.

Ainda em 1976, foi convidado a participar como montador da equipe que criou o departamento do Programa Globo Repórter em São Paulo, coordenada pelo editor-chefe Fernando Pacheco Jordão. Nesta função ficou contratado pela Rede Globo de Televisão (programas Globo Repórter, Domingo Gente e Jornal Hoje) durante dois anos, continuando free-lancer até 1982. Ao mesmo tempo, como sócio-proprietário da Gira Filmes foi diretor de filmes curtos ("Pergunta de Amor" e "Paixão Maria"), roteirista ("Idemtidade" e "A Visita de Oxossi"), montador ("Gilda", "Oro", "Afundação do Brasil" e "A Voz do Brasil", esses dois últimos ganhadores do Prêmio Glauber Rocha – Renovação da Linguagem na Jornada Brasileira de Curta Metragem – 1980/81). Foi montador free-lancer de vários curtas (destaque para "Greve" de João Batista de Andrade) e quatro longas ("À Caminho das Índias" da Gira Filmes, "O Bandido Antonio Dó" da Filmes do Cerro, "Certas Palavras com Chico Buarque" da Thomaz Farkas Produções e "Os Mücker" da Stopfilm). Fez parte da diretoria da Associação Brasileira de Documentaristas – ABD/SP em várias gestões.

Em 1980 assinou contrato com a Embrafilme para realização de seu longa metragem "ABRASASAS" (argumento, roteiro, direção e montagem), que teve o argumento e o roteiro selecionados na primeira (332 concorrentes) e na segunda (44 concorrentes) fases do Programa de Desenvolvimento de Projetos - PDP. O filme foi rodado em São José do Rio Preto - SP em 1982, finalizado em 1984 e lançado no ano seguinte em São Paulo, no CINESESC, fazendo carreira em cinemas de todo o País. Ganhou os prêmios Espírito Carioca e Melhor Som no Rio Cine Festival e prêmios Governador do Estado de Autoria, Melhor Som, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Direção de Arte. Nesta primeira metade da década de 80 continuou realizando trabalhos de montagem de filmes de curta metragem (destaque para "O que Move?" de Nilson Villas Bôas, prêmio de Melhor Filme, Melhor Montagem e Melhor Trilha Sonora no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro) e documentários especiais para televisões alemãs com direção de Jorge Bodansky, Wolf Gauer e Florian Pfeiffer entre outros. Criou e dirigiu o espetáculo "Cinema é Mais" exibido durante a Mostra de Arte Independente do SESC-Dr. Vila Nova.

Foi presidente da Associação Paulista de Cineastas - APACI na gestão 1985/86 e nesta condição participou, representando o Brasil, do Festival de Cinema de Havana, em Cuba. Em 1985 foi contratado como editor pela Assessoria de Comunicação Social da Secretaria do Interior do Estado de São Paulo, passando a diretor do "RTC Interior", série de 20 programas de 1 hora sobre a implantação de projetos comunitários governamentais e particulares, que foi ao ar pela TV Cultura. Em 1987 foi Diretor de Produção do longa metragem "Lua Cheia" de Alain Fresnot. Criou a Taus Filme Vídeo Produções e roteirizou, dirigiu e montou juntamente com Romildo Sant´Anna o curta metragem "CANABRABA - A Necessidade da Expressão", prêmio EMBRAFILME de roteiro de Curta Metragem e prêmios de Melhor Filme e Melhor Trilha Sonora no Rio Cine Festival.

Produziu e dirigiu uma série de 4 vídeos sobre implantação de projetos da Fundação para o Desenvolvimento da Educação - FDE (destaque para "Semente em Solo Fértil" e "Jornada Única"). A partir de 1988 realizou como roteirista, diretor, produtor e editor, uma série de vídeos institucionais para empresas e indústrias como CETESB, Editora Abril, Case do Brasil, Anhembi, EMTU, LBA, COSESP, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (três vídeos para a ECO-92), Secretaria de Estado da Educação, INBRAARMOR, AIAA, Ciba-Geigy. Assessorou a implantação de canais de televisão como TV Pernambuco (Recife - PE), TV Litoral (Santos - SP) e TV Cidade (Botucatu - SP) e programas musicais como "Raízes" e "Rede Brasil" da TV Record.

Em 1992 roteirizou, dirigiu e editou uma série didática para o Hospital Osvaldo Cruz de três vídeos sobre laparoscopia. Co-dirigiu "Duelo dos Deuses" com Pedro Vieira (Prêmio de Melhor Vídeo do Festival da Fotóptica/Vídeo Brasil e Menção Honrosa no FEST-RIO). Editou o vídeo "Como Dança São Paulo" de Aloysio Raulino. Montou o programa piloto de TV realizado em película 16mm "A Cidade e o Corpo" de Chico Botelho (Prêmios de Melhor Filme e Melhor Documentário Cultural no Guarnicê de Cinema e Vídeo do Maranhão, Melhor Filme 16mm e Prêmio Kodak de Incentivo 16mm no Festival de Gramado e Prêmio de Melhor Fotografia na Jornada Brasileira de Curta Metragem de Salvador). Em 1993 ministrou uma série de cinco cursos para professores da Rede Oficial de Ensino - DRE/Bauru, com o título "Visura Crítica: Cinema, Telejornalismo, Videocomunicação".

No segundo semestre, entre outros trabalhos dirigiu vídeos institucionais, montou o trailler para o lançamento do longa metragem de Walter Rogério "Beijo 2348/72" e dirigiu e editou o vídeo-documentário "Os Novos Fotógrafos do Cinema Paulista", sobre a tese de doutorado do cineasta Chico Botelho. Realizou o vídeo-documentário "Linhas Tortas" (argumento, roteiro, direção) Prêmio Estímulo para Roteiro de Vídeo-Tape 1993 da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e o Certificado Declaratório de Incentivos Fiscais da Secretaria de Cultura da Cidade de São Paulo.

Criou e dirigiu os programas de tele-educação "Medic News" e "TV Hosp" ambos para a LM Comunicações. Até maio de 1994 foi representante da Associação Paulista de Cineastas - APACI e da Associação Brasileira de Cineastas - ABRACI junto ao Ministério da Cultura e nesta condição fez parte do júri de seleção de projetos de realização de filmes de longa, média e curta metragem. Dirigiu o documentário "População Brasileira: Histórias e Mitos" para a Argumento Produtores Associados (exibição no HABITARE, Congresso sobre Populações, da ONU, no Cairo/Egito, setembro de 1994); dirigiu dezenas de vídeos institucionais produzidos pela TV 1 Comunicação (destaque para empresas como Rhodia, Carrefour, Ineepar, Solvay do Brasil, Datasul, Fink, Antártica, Localisa) onde dirigiu também "Os Doutores da Alegia" e "Doutor Liborne", programas "Gente Que Faz", exibidos pela Rede Globo de Televisão. Montou o documentário "Profeta das Cores" de Leopoldo Nunes (Prêmio Melhor Documentário no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro 1995). Dirigiu e editou comercial e making off do curso de reciclagem profissional "Novas Tecnologias para Cinema e Vídeo" e foi jurado do "Concurso de Roteiro para Filmes de Longa Metragem", projetos patrocinados pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

Foi gerente e diretor da VCR Cine Vídeo Eventos. Trabalhou como consultor da área de comunicação da Secretaria de Estado da Educação-SP entre junho de 96 e janeiro de 98, onde supervisionou a realização de série de 20 vídeos pedagógicos. Dirigiu o projeto "História da Música Brasileira", série de 15 programas para televisão patrocinada pela TELEBRÁS que foi ao ar pela TV Cultura em 1999 e reprisado em 2000 e 2001. Em parceria com Rubens Xavier, escreveu o roteiro para filme de longa metragem "A Guerra dos Vizinhos", aprovado pelo Ministério da Cultura para captação de recursos pela Lei do Audiovisual. Participou como colaborador (leitura crítica) da tese de livre-docência "A Moda É Viola – Ensaio do Cantar Caipira" do Prof. Dr. Romildo Sant'Anna. Dirigiu e produziu o vídeo "Língua de Trapo ao Vivo - 21 Anos na Estrada". Escreveu o projeto do longa metragem "Vinte Anos Delir" sobre a história da música paulista de vanguarda e continua trabalhando sobre o tema Cultura Caipira de Raízes, desenvolvendo o projeto de série para televisão "A Moda É Viola" e o projeto multimídia "Fala Alto Viola".

Escreveu os argumentos para filme de longa metragem "Cornélio Pires - Um Caipira Iluminado" e "Mal do Sol", este sobre um jovem engenheiro agrônomo atormentado por pesadelos envolvendo fenômenos extremos (em roteirização com o jornalista Alaor dos Santos). Dirigiu o programa "Viola, Minha Viola" da TV Cultura em 2000. Recentemente montou os longas metragens "Rua Seis Sem Número" de João Batista de Andrade (exibido no Fórum Principal do Festival de Berlim, Alemanha) e "De Passagem" de Ricardo Elias (5 Prêmios no Festival de Gramado 2004, inclusive Melhor Filme do Júri e Melhor Filme da Crítica, Melhor Filme Brasileiro na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Melhor Montagem e Melhor Figurino no Festival de Cinema de Maringá). Em 2002 e 2003 dirigiu série de 12 vídeos para o projeto "Circuito Gestão" da Secretaria de Estado da Educação, e para a GAL Consultoria. É produtor executivo e montador do documentário de longa metragem "Aparecidão das Águas" de Leopoldo Nunes e do curta metragem ficção "Incompatibilidade de Gênios" de Farid Tavares, ambos produzidos pela Taus Filme Vídeo Produções. Montou o filme de curta metragem "A Lata" de Leopoldo Nunes (prêmio UNICEF e Especial do Júri no Festival de Brasília 2004) e o curta "Anjo Alecrim" de Viviane Louise. Está dirigindo o documentário para televisão "Um Pensamento de Raiz – Romildo Sant'Anna e a Cultura Caipira", de 56 minutos.

Em 2004, realizou campanhas políticas em São José do Rio Preto, Catanduva e Urupês, todas viotoriosas. Atualmente está dirigindo, em parceria com Fernando Kaxassa, o documentário longa-metragem "Sócrates Brasileiro".

Reinaldo Volpato - Clipping

Veja a matéria sobre corte escrita por Reinaldo Volpato publicada na Revista Cinema nº 34

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